As bicicletas reclinadas apareceram pela primeira vez no fim no século XIX, na França, com as bicicletas de Macmillian e de Challand.

Nos anos 1930, dois eventos mudaram a história do ciclismo.

Primeiro, o francês François Faure pedalou o Velocar, uma bicicleta reclinada que bateu, no mesmo dia, os recordes da milha e do quilômetro. Este fato criou uma controvérsia dentro da U.C.I (União Internacional dos Ciclistas), o órgão regulador do ciclismo internacional. O debate centrava-se na questão se o Velocar era realmente uma bicicleta e se os recordes batidos com ela tinham validade.
 
Após muita discussão, a U.C.I, em 1934, anulou os recordes de Faure e baniu as bicicletas reclinadas, e todos os acessórios aerodinâmicos, das competições.

Estariam os membros da U.C.I. preocupados que as reclinadas substituíssem as convencionais? Será que imaginavam que a decisão tomada congelaria o desenvolvimento dos veículos de propulsão humana por 40 anos?

É por isso que as atuais bicicletas convencionais são tão parecidas com as (antigas bicicletas de Starley e Sutton) de 1885.

A História nos surpreende. Imagine como seria a tecnologia das bicicletas de hoje em dia se, na década de 1930, a decisão da U.C.I tivesse sido diferente...


Os HPV (Human Powered Vehicle) voltaram a surgir no início dos anos 70 com o objetivo de bater recordes de velocidade.

Nos Estados Unidos, David Gordon Wilson e Chester Kyle reconheceram a necessidade de evolução dos HPV e criaram a IHPVA (Associação Internacional de Veículos de Propulsão Humana).

No final da mesma década, surgiu a primeira bicicleta reclinada comercial do mundo, a Easy Racer. Atualmente, o recorde de velocidade de uma bicicleta reclinada no plano, sem “pegar” vácuo, é da Varna. Com carenagem aerodinâmica, a Varna alcançou incríveis 130 Km por hora.

No Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, em 1991, dois entusiastas pelos HPV’s – Pedro Zöhrer e Derek Flinte – começaram com o desenvolvimento dos primeiros protótipos de bicicletas reclinadas, tornando-se os pioneiros na América Latina no desenvolvimento destes modelos.

Hoje, vários entusiastas, direta ou indiretamente, somam esforços para difundir esse novo conceito de esporte – e, claro, os seus benefícios – no Brasil.
 
Você sabia que, atualmente, três brasileiros estão dando a volta ao mundo com as reclinadas Zöhrer, chamando a atenção dos jornais de vários países e conquistando a simpatia do povo?

Junte-se a nós e pedale com prazer, pedale uma Zöhrer!